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Burnout: é preciso compreender para transformar!

Sumário

A Síndrome de Burnout é uma condição definida pela OMS como “resultante de um estresse crônico associado ao local de trabalho que não foi adequadamente administrado” e passou a ser reconhecida como um fenômeno ocupacional. Continue lendo o texto e conheça mais sobre o tema:

O que é a síndrome de Burnout?

Burnout não é uma doença ou condição médica e difere de um quadro de depressão, por exemplo, que pode ser tratado via medicação e terapia. Trata-se de uma “síndrome”, ou seja, de um conjunto de sintomas e se dá em contextos ligados ao trabalho. 

Por isso, não há denominação de burnout em outras áreas da vida. Ele está sempre ligado ao ambiente de trabalho. Portanto, é uma condição ambiental.

Como o burnout é um quadro de estresse, que, se não for solucionado e for experenciado por um longo período torna-se crônico, é necessário entender antes o que é estresse:

“O estresse é qualquer situação que requer uma adaptação, seja ela positiva ou negativa. Uma promoção no trabalho ou o nascimento de um filho são situações que causam estresse, mas, em geral, são positivas. Uma demissão requer adaptação, e é negativa”, explica Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR).

Portanto, o estresse está relacionado àquilo que exige um esforço de adaptação a novas condições do ambiente, sejam elas boas ou ruins. E o burnout é um quadro de estresse permanente, quando o ambiente exige um gasto de energia extra e adaptação constante que gera um estado de esgotamento. Esse estado, por um longo período, é o burnout. 

Sendo assim, entender as causas do burnout é fundamental para conseguir prevenir a situação ou transformá-la.

Quais são as causas do Burnout?

Entre as principais, podemos citar:

  • Excesso da carga de trabalho;
  • Falta de conexão entre o profissional e o ambiente de trabalho;
  • Falta de valorização do trabalho;
  • Sentimento de injustiça;
  • Falta de liberdade e controle do próprio trabalho;
  • Criatividade reprimida;
  • Incompatibilidade de valores;

Confira com mais detalhes cada um desses tópicos:

  • Excesso da carga de trabalho:

    quando não há tempo para equilibrar vida pessoal e trabalho. Essa é a causa mais óbvia e não deve ser encarada como frescura ou exagero, “A Organização Internacional do Trabalho (OIT) calcula que jornadas exaustivas de trabalho contribuem para a morte de 2,8 milhões de pessoas por ano no mundo.”

  • A falta de conexão entre o profissional e o ambiente de trabalho:

    quando as relações são inexistentes ou tóxicas, ou se há questões de assédio, bullying e exclusão, esses são fatores que interferem na permanência no trabalho, pois geram muito estresse e, se não tratados com atenção, desencadeiam o burnout.

  • Falta de valorização do trabalho:

    Quando a pessoa sente que seu trabalho não tem valor nenhum, não há recompensa pelos seus esforços. Aqui não tem relação somente com a recompensa financeira, mas sim com formas particulares de reconhecimento, elogios por parte do gestor e feedbacks positivos. Tais atitudes que, se conhecendo bem a pessoa, podem gerar valor para ela e promover o sentimento de valorização, são particulares e subjetivas, por isso, é necessário que os gestores e colegas conheçam bem o seu time e comunidade em que estão envolvidos.

  • Sentimento de injustiça:

    quando o tratamento não é igual e os incentivos e reconhecimentos são fornecidos através de favoritismos pessoais e não de acordo com os resultados e esforços apresentados.

  • Falta de liberdade e controle do próprio trabalho:

    ou seja, não ter autonomia e nem voz para fazer escolhas, podendo apenas reproduzir ordens de cima, sem espaço para questionamentos e discussões construtivas, quando o trabalho se torna mecânico e repetitivo.

  • Criatividade reprimida:

Também pode engatilhar uma síndrome de estresse crônico, quando não é possível expressar suas ideias, quando não há espaço para opiniões, comportamentos, criações e fazeres diversos.

  • Incompatibilidade de valores:

    quando a cultura ou a prática do trabalho não combina com a pessoa, quando não há prazer no que faz. Aqui também pode ter questões éticas envolvidas. Ou quando a pessoa sente que é qualificada demais para a função que exerce. 

Especialistas consultados pela CNN Brasil comentam que novas tecnologias, a grande competição no mercado de trabalho e a necessidade de produzir mais e mais rápido, também são aspectos que dificultam desconectar a mente e aceleram o desgaste físico e emocional.

Como prevenir o Burnout?

A seguir, estão alguns pontos de reflexão para prevenir o burnout e repensar o trabalho:

  • Encaixar o trabalho na vida e não o contrário;
  • Perceber e respeitar a diferença entre trabalhar qualquer hora e trabalhar todas as horas;
  • Flexibilidade é diferente de estar disponível o tempo todo;
  • Ter o próprio controle da agenda pode proporcionar autonomia e manter as pessoas mais comprometidas e com maior bem-estar;
  • Construir conexões potentes com seu time híbrido e remoto;
  • Comunicação, cooperação, apoio e pertencimento diminuem a ansiedade;
  • Equilíbrio entre ferramentas digitais, eficazes e fáceis de usar, segurança psicológica e fortalecimento das conexões humanas;
  • Pensar não somente porque trabalham, mas como trabalham, visando maior flexibilidade e equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Vale lembrar também que a pandemia instigou uma grande mudança na forma de ver o trabalho. Dessa forma, eventos de grande impacto na vida das pessoas costumam provocar reflexões profundas e mudar a ordem das prioridades.

Por fim, gostaria de finalizar com 2 citações, que nos convidam a refletir sobre nossa prática diária, sobre fazer gestão e sobre trabalho em equipe, a fim de colaborar com o bem-estar das pessoas no trabalho:  

“Os humanos tem um desejo profundo de serem ouvidos, vistos e respeitados.” Ilona Rauhala

“As habilidades de interação, empatia e linguagem digital corporal devem receber total atenção quando grande parte da comunicação acontece digitalmente.” Prince 2009

Você gostou desse conteúdo? Já sabia exatamente o que era a Síndrome de Burnout? Continue acompanhando nosso blog para não perder artigos relevantes sobre todos os temas que cercam o Recrutamento & Seleção e mercado de trabalho!

Escrito pela Psicóloga Juliette Chinchio / CRP: 06/121187

Rerefências:

https://ofuturodascoisas.com/

https://www.cnnbrasil.com.br/

https://vocesa.abril.com.br/carreira/entenda-o-que-realmente-e-a-sindrome-de-burnout


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