Etarismo

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Etarismo no Mercado de Trabalho: o que é e como combater?

Sumário

A cada ano que passa, cresce a demanda por um mercado de trabalho mais plural e inclusivo, e isso abrange não apenas minorias étnicas, PCDs e a comunidade LGBTQIA+, mas também pessoas que se encontram nos dois extremos da faixa etária, ou seja, as mais novas e as mais velhas. Por isso, neste artigo vamos falar sobre etarismo no mercado de trabalho e como identificar e contribuir com a diminuição desse problema. Continue lendo!

O que é etarismo?

Você já ouviu falar em etarismo? Também conhecido como idadismo ou ageísmo, é o preconceito baseado na faixa etária de um indivíduo. Ou seja, é a discriminação que pessoas com mais idade costumam sofrer em vários campos da vida. Em especial no mercado de trabalho, as práticas discriminatórias costumam ser bastante comuns, infelizmente.

De acordo com o “Global Report on Ageism”, relatório de pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde, de cada 2 pessoas, 1 já teve atitudes preconceituosas em relação à idade de outros. Essas ações costumam estar ligadas ao fato das demais acharem que as pessoas com determinada idade não têm capacidade de executar alguns tipos de tarefas, por mais simples que elas sejam.

Quando focamos no preconceito com relação às pessoas mais velhas, vemos que muitos  atribuem a elas a incapacidade física para algumas funções. Fora isso, existe também a falsa ideia de que essa faixa da população deixa de ter autonomia e capacidade de decisão e que, além disso, costumam não aceitar bem o fato de serem liderados e são mais resistentes a mudanças e outras características do mundo corporativo.

Porém, segundo dados do Ipea, 57% da população economicamente ativa no Brasil vai ter mais de 45 anos em 2050. Concomitantemente a isso, a expectativa de vida só aumenta e o tempo para dar entrada na aposentadoria está cada vez mais tardio. Sendo assim, a cada ano que passa temos uma população mais velha no país que precisa trabalhar e isso vem aumentando a passos largos. Portanto, a inserção adequada de pessoas com mais idade no mercado de trabalho é urgente.

Já quando falamos dos mais jovens, a discriminação se dá motivada pela ideia de que elessão imaturose não possuem experiência.

Reforçamos que não adianta apenas contratar pessoas mais velhas ou mais jovens, é preciso incluir e qualificá-las, do mesmo modo que é feito com demais colaboradores.

Como identificar situações de etarismo no trabalho?

Muitas vezes, as pessoas deixam passar despercebidas algumas ações cotidianas que podem ser preconceituosas em relação à faixa etária, pois essas atitudes já estão enraizadas culturalmente. Confira algumas situações que constituem atos discriminatórios em empresas por conta da idade:

  • Políticas de recrutamento que colocam a idade como elegibilidade da função;
  • Ser rejeitado em uma promoção e a posição ser dada a outro alguém apenas com base na idade, com a justificativa de que a empresa  precisa ter uma imagem mais jovem ou madura;
  • Te rejeitarem para uma posição pois procuram um perfil mais jovem ou maduro para a função;
  • Demitir trabalhadores mais velhos em maior quantidade durante as demissões da empresa; 
  • Empresa que oferece pacotes e incentivos para a aposentadoria antecipada; 
  • Empresa que tem uma cultura de que pessoas maduras ou muito jovens não podem se encaixar em suas atividades;
  • Colegas de trabalho ou superiores te chamarem de velho ou criança/imaturo;
  • Ter a idade usada como motivo para demissão;
  • Demitir funcionários mais velhos e mais experientes em favor de manter os trabalhadores mais jovens só por conta do salário ou outros motivos que tenham relação com idade;
  • Dar aos trabalhadores oportunidades ou condições de trabalho mais favoráveis de acordo com a idade;
  • Assédio moral com base na idade; 
  • Ser alvo de piadas e comentários maldosos que envolvam a idade;
  • O empregador não contratou porque estava procurando alguém que parecesse mais jovem ou mais velho.

Como combater o etarismo no trabalho?

Como já mencionamos, o problema é cultural e está enraizado em nossa sociedade, porém, como mudar isso dentro das empresas? Primeiro, é importante ressaltar que a idade não determina o quão bom ou ruim um profissional é. Vale ainda destacar que a inserção de pessoas de idades variadas em grupos de trabalho contribuiu para a diversidade dos espaços e das ideias.

Para combater o etarismo nas empresas, podem ser necessárias práticas e programas que incluam os extremos das faixas etárias economicamente ativas em diversas frentes das empresas. Vale ter ações específicas para as pessoas mais idosas e jovens e o tema deve ser debatido com frequência para que a cultura empresarial do local se modifique, mesmo que aos poucos.

Confira algumas ações para acabar com o etarismo no ambiente corporativo:

  • Incentivar a contratação de pessoas mais maduras e jovens;
  • Não ter distinção salarial entre colaboradores que tenham a mesma função apenas pelo fato da idade ser diferente;
  • Criar estratégias para evitar conflito de gerações internamente;
  • Criar norma internas contra a discriminação etária;
  • Promover campanhas de conscientização sobre o tema.

Por fim, vale ressaltar que a idade não é impeditiva para nenhum tipo de atividade, seja ela física, intelectual ou cognitiva. Além disso, a diversidade costuma trazer inúmeros benefícios para a empresa.


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