Inteligência Artificial

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Inteligência Artificial no recrutamento e seleção: qual é o limite?

Automatização, automatização, automatização: até onde o uso de inteligência artificial e ferramentas de automação nos processos de Recrutamento e Seleção é benéfico e quais são as possíveis consequências de deixar um processo, feito de pessoas para pessoas, completamente nas mãos de máquinas?

Sumário

Em 2016, esse caso tornou-se um exemplo claro de como a tecnologia pode ser facilmente subvertida em mãos erradas.Inteligência Artificial no recrutamento e seleção

Automatização, automatização, automatização: até onde o uso de inteligência artificial e ferramentas de automação nos processos de Recrutamento e Seleção é benéfico e quais são as possíveis consequências de deixar um processo, feito de pessoas para pessoas, completamente nas mãos de máquinas?

O boom da Inteligência Artificial (IA)

Há anos que a Inteligência Artificial (IA) tem estado cada vez mais presente em nossas vidas. Suas inúmeras utilidades e possibilidades de aplicações em diversos setores a tornaram uma das ferramentas mais visadas atualmente. Nos processos de Recrutamento e Seleção ela também ganhou espaço, e muitas empresas têm a utilizado para automatizar o processo de contratação de novos colaboradores.

Contudo, mesmo que a Inteligência Artificial possa diminuir o tempo dos processos de Recrutamento e Seleção, existem variáveis – e controvérsias – que precisam ser consideradas.

Qual é a controvérsia sobre o uso da IA no recrutamento e seleção?

Um relatório recente realizado pela Harvard Business School em parceria com a Accenture, nos EUA, revelou que a automatização oferecida pela Inteligência Artificial também pode ser prejudicial, excluindo cerca de 27 milhões de possíveis candidatos às vagas de emprego. Se por um lado os comandos automáticos tornam o processo mais rápido, por outro eles são extremamente excludentes, rejeitando automaticamente candidatos viáveis e qualificados.

Isso acontece porque os softwares são programados para classificar os candidatos não de acordo com suas habilidades e com o valor que eles podem trazer para a empresa, mas sim com o que falta em seus currículos. Portanto, as pessoas que se candidatam às vagas estão sendo descartadas aos montes, pois os algoritmos estão programados para focar mais nas habilidades que elas não possuem ao invés de suas capacidades.  

Entre os grupos mais afetados por esses sistemas, o relatório cita:

  • Imigrantes;
  • Refugiados;
  • Pessoas com deficiência (PcD);
  • Pessoas com problemas de saúde física ou mental;
  • Ex-detentos;
  • Cuidadores de adultos ou idosos;
  • Pessoas cujos cônjuges se mudaram para uma nova cidade ou país.

Para que seja possível contornar esse problema, o relatório recomenda que as empresas troquem os filtros. Para assim, favorecer as habilidades que os candidatos possuem e não aquelas que eles não possuem.

O que devemos considerar nesse cenário?

Considerando todas as informações que levantamos até aqui, a conclusão a que chegamos é clichê, mas verdadeira: a tecnologia não é o inimigo, mas precisamos usá-la com sabedoria. Quem não se lembra do icônico caso de Tay, a inteligência artificial criada pela Microsoft que, em menos de um dia de exposição à internet, começou a publicar mensagens racistas e precisou ser tirada do ar em menos de 24 horas?

A situação aconteceu porque uma legião de trolls começou a interagir com Tay, publicando mensagens racistas, misóginas e de apoio à causa de supremacistas brancos, condicionando a inteligência a replicar tais discursos. Diante do ocorrido, a Microsoft lamentou o “esforço coordenado de alguns para fazer o perfil responder de maneira inapropriada” e retirou o robô do ar.  

Em 2016, esse caso tornou-se um exemplo claro de como a tecnologia pode ser facilmente subvertida em mãos erradas. Portanto, é preciso utilizá-la com sabedoria para que ela se torne uma aliada e não um empecilho. 

Quando falamos de Recrutamento e Seleção, a situação se complica: como colocar um processo tão humano nas mãos de uma IA? O caminho é a parcimônia: aproveitar as ferramentas disponíveis, mas nunca depender completamente delas. Utilizando os filtros certos e contando com o apoio de profissionais qualificados que tenham know-how e experiência no assunto, como o time da Somos Hub!

Aqui nós acreditamos em processos humanizados, na valorização do indivíduo e na importância de suprir as necessidades e particularidades de cada negócio, por isso, tratamos cada caso individualmente, de forma personalizada, para realizar o match perfeito e encontrar o candidato ideal para a vaga certa! Entre em contato conosco para saber mais sobre nossa atuação e habilidades e continue nos acompanhando para não perder conteúdos como esse!


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