Setembro Amarelo

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Setembro Amarelo: conheça os 4 maiores mitos e ajude a salvar vidas

Nesse mês acontece um evento importantíssimo: o Setembro Amarelo, a campanha de prevenção do suicídio. De acordo com dados do Conselho Federal de Psicologia (CFP), anualmente mais de 1 milhão de pessoas cometem suicídio, e os números de tentativa são ainda maiores.

Sumário

Setembro Amarelo

Nesse mês acontece um evento importantíssimo: o Setembro Amarelo, a campanha de prevenção do suicídio. De acordo com dados do Conselho Federal de Psicologia (CFP), anualmente mais de 1 milhão de pessoas cometem suicídio, e os números de tentativa são ainda maiores. Mas apesar dos dados serem alarmantes, falar sobre transtornos mentais e suicídio ainda é um grande tabu em nossa sociedade, o que contribui imensamente para a permanência desse problema que afeta milhares de pessoas todos os dias.

Portanto, para que possamos começar a mudar esse cenário, o conhecimento e a disseminação de informações relevantes e responsáveis é essencial. Continue lendo para saber mais sobre o assunto e entenda como você pode ajudar e contribuir com a diminuição dos números de suicídios.

Qual é a origem do Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo foi criado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O mês foi escolhido pois, no dia 10, comemora-se o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, uma data instituída pela OMS em 2003 e que tem origem na trágica história de Mike Emme, um jovem estadunidense de 17 anos que cometeu suicídio nos anos 90.

Feliz, carinhoso e apaixonado por mecânica, Mike tinha como sua marca registrada um Mustang 68 amarelo que ele mesmo restaurou e pintou. Devido sua personalidade, seu suicídio foi completamente inesperado por seus amigos e familiares que, no funeral, compartilharam cartões e fitas amarelas – em referência ao carro de Mike – incentivando todos que se sentissem mal a buscarem ajuda. A ação então se espalhou pelo país e, anos depois, deu origem à data que tem como objetivo conscientizar e alertar a população sobre a realidade do suicídio.

Você conhece os maiores mitos sobre o suicídio?

Com o passar dos anos e a estereotipação dos transtornos mentais, difundiram-se na sociedade diversas inverdades que contribuem para a manutenção dos altos números de suicídio no Brasil e no mundo. Assim, desmascarar os mitos sobre esse problema deve ser uma das prioridades para que possamos vencer essa luta. Confira a seguir 4 dos maiores mitos sobre o suicídio:

  • “Pessoas com ideação suicida estão sempre tristes”

Como ressaltamos com a história de Mike, muitas vezes uma pessoa com ideações suicidas não aparenta tristeza a todo momento e pode, muito pelo contrário, parecer feliz. Esse estereótipo da pessoa constantemente triste – frequentemente divulgado na mídia – prejudica bastante a prevenção. 

  • Quem vai se cometer suicídio, não avisa”

Esse é um mito perigosíssimo porque o que acontece é justamente o contrário: pessoas que pensam em suicidar-se dão diversos avisos, seja em forma de piadas autodepreciativas, com frases como “queria sumir” ou até mesmo comunicando claramente sua intenção de cometer suicídio. Por isso, caso alguém próximo de você manifeste esse desejo, você deve levar a sério e aconselhar essa pessoa a procurar ajuda!

  • “Com o tratamento, uma pessoa não volta a tentar se suicidar”

Muitas vezes o suicídio acontece depois de algumas tentativas, por isso, é importante continuar atento mesmo depois do tratamento ter terminado. Afinal, as ideações suicidas podem, infelizmente, voltar.

  • “Apenas pessoas com depressão cometem suicídio” 

Muitos dos casos de suicídio estão sim ligados à transtornos mentais, mas não apenas à depressão. O transtorno bipolar e o abuso de substâncias psicoativas também podem ser fatores de risco perigosos que merecem a nossa atenção.

O que você pode fazer para contribuir com a campanha do Setembro Amarelo?

Nesse momento você deve estar se perguntando: “mas como eu posso ajudar e fazer a diferença contra esse problema?”. Contribuir é mais fácil do que você imagina:

  • Eduque

Conhecer o problema é essencial para que você possa identificar os sinais e disseminar informações relevantes, ajudando a desmistificar o tabu que contribui com a morte de inúmeras pessoas. Falar sobre o problema é preciso para que possamos superá-lo e, só podemos falar sobre aquilo que conhecemos. Assim, educar-se acerca do suicídio e toda a sua complexidade é um passo indispensável.

  • Divulgue 

Um de nossos primeiros instintos ao descobrir que um amigo ou conhecido está passando por um momento difícil é oferecer nossa ajuda. Apesar da empatia e solidariedade serem imprescindíveis nesse momento, o ideal é que você reconheça os seus limites e aconselhe a busca por profissionais qualificados que poderão, de fato, ajudar. Por isso, outra forma muito importante de contribuir com a prevenção do suicídio é divulgar as redes de apoio e atendimento, bem como o contato de profissionais qualificados que realizem trabalhos sociais.

  • Previna

Por fim, a prevenção também é fundamental. De acordo o Conselho Federal de Psicologia, é importante que a prevenção do comportamento suicida comece na família, seguido pelas escolas, sempre trabalhando questões como a valorização da vida. Preparando as crianças para quando o momento chegar, elas possuam as ferramentas necessárias para enfrentar as dificuldades.

Agora que você está em posse de todas essas informações, está na hora de colocá-las em prática! Lembre-se sempre: o Setembro Amarelo é um mês importante, mas os cuidados devem ser contínuos durante o ano todo. A ideação suicida não tem hora e data marcada para acontecer, por isso, você precisa estar sempre atento à sua saúde mental e, também, às pessoas ao seu redor!


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